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Mulheres na Celi são sinônimo de competência e habilidade

A presença das mulheres na construção civil ainda é bem pequena quando comparada à masculina. No entanto, os números melhoram a cada ano. A Construtora Celi, por sua vez, vivencia e fomenta a valorização da mulher no mercado de trabalho desde que foi iniciada há mais de 50 anos. Para Ana Cecília, Barreto, vice presidente de negócios imobiliários, aliás, competência não tem gênero, não existe diferenciação.

Segundo Ana Cecilia, os integrantes da diretoria da empresa se importam com as habilidades profissionais e comportamentais das pessoas, sejam homens ou mulheres. "O que chama a nossa atenção é a competência, as capacidades não só técnicas como interpessoais. Vivemos isso dentro de casa", comenta a empresária referindo-se ao exemplo da mãe, Maria Celi Barreto, presidente do Celi Mall Decor, o maior complexo de lojas de decoração do Estado.

Ana Cecília ressalta que cresceu diante de uma figura muito forte, a mãe. Numa época em que poucas mulheres iam para a faculdade, Maria Celi se formou e sempre lutou pelo espaço dela em busca da valorização profissional. “Minha mãe rompeu padrões ao buscar trabalhar fora de casa, trabalhar para fazer a diferença e não simplesmente para ter uma atividade de ocupação. Investiu em suas habilidades, no universo da decoração, e construiu o maior complexo de lojas do segmento na cidade de Aracaju. Essa é a história que nos guia e nos move até hoje”, orgulha-se a vice presidente de Negócios Imobiliários da Celi.

 

Crescimento do Setor

Vale ressaltar que o mercado para as mulheres no setor cresceu cerca de 120% de 2007 até o primeiro semestre de 2018, segundo os dados mais atuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2007, existiam 109.006 trabalhadoras registradas. Em todo o Brasil, mais de 1,8 milhão de pessoas atuaram no setor da Construção Civil em 2017, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho. Os números mostram que, de um total de 1.838.958 profissionais contratados formalmente, 184.528 foram mulheres, representando aproximadamente 10% da mão de obra atuante em um setor tradicionalmente marcado pelo predomínio do sexo masculino. Em 2018, foram 239.242. No mercado de trabalho como um todo a proporção é de 44% de mulheres para 56% de homens, mesmo as mulheres representando 51,6% do total da população brasileira.

 

Cases de Sucesso

Os números nunca desanimaram a gerente comercial Ana Brito, que há mais de quatro décadas compõe o cenário feminino da construção civil no Brasil. “Recebi o convite de uma amiga para uma entrevista e passei, só que na minha época ainda existia máquina de datilografar e eu fui contratada para ser secretária datilógrafa na Construtora Celi em 1974", relembra.

O tempo foi passando e ela ficou, ocupando novas vagas, aprendendo novas habilidades, até liderar as filiais da empresa do setor de licitações em São Paulo, Pernambuco e Bahia. "Na minha época, não encontrava mulher nessa área então eu me sentia o máximo. Sou sagitariana e sempre fui desbravadora. Isso fez com que eu me dedicasse para manter meu trabalho, que exigia - e ainda exige -, que eu seja responsável e comprometida", conta.

Criada por mãe solteira, Ana aprendeu a ter postura firme e correr atrás do que queria e nunca se sentiu diminuída no ambiente profissional. "Nunca abaixei minha cabeça por ser mulher. Minha mãe era guerreira, me criou sem pai, a gente vai criando casca. A Celi sempre trabalhou muito com mulheres, essa postura era transmitida pro externo. Eu particularmente recebia muito elogio sobre o meu trabalho. E, francamente, nunca senti esse peso de ser mulher na área", diz a gerente comercial que está há 45 anos na empresa. A história de Ana Brito foge ao senso comum mas prova que a atitude empresarial pautada no exemplo, nas boas práticas e em valores fortes podem mudar o rumo do mundo.

Esse cenário positivo também abraça histórias de muitas outras mulheres. Tissiane Batista, hoje analista financeira, entrou na Construtora há sete anos como assistente e afirma que suas habilidades estão alicerçando seu crescimento. "A natureza feminina contém atributos importantes para o mercado de trabalho. Mulheres organizadas e comprometidas têm crescido bastante na construção civil. A criatividade também é um elemento de valor porque traz soluções e novas ideias para o ambiente de trabalho. Isso acaba agregando muito mais à empresa. São características que me fizeram ser valorizada e evoluir profissionalmente.

 

Média salarial

Com relação à média salarial, dados do Ministério do Trabalho demonstram que o salário médio real das mulheres cresceu mais que o dos homens em 2017, chegando a R$ 2.708,71. O número representa uma elevação de 2,6% em relação a 2016, enquanto o rendimento masculino subiu 1,8%. A diferença salarial entre homens e mulheres vem diminuindo a cada ano. A remuneração média das mulheres em 2017 correspondia a 85,1% do salário dos homens. Em 2016, o rendimento feminino correspondia a 84,4% do masculino e, em 2015, 83,43%. De forma geral, apesar da melhora, algumas barreiras ainda precisam ser enfrentadas, a exemplo do acesso da mulher a funções mais bem remuneradas, bem como garantia de salários equivalentes pelo desempenho de funções semelhantes. Porém a construção civil é um dos pouquíssimos setores produtivos em que a remuneração média das mulheres foi maior que a dos homens, apesar de ser considerada uma atividade predominantemente masculina.

“Cada dia a gente vem demonstrando que tem competência para fazer o mesmo serviço que colegas de trabalho de outros gêneros, desmistificando a distinção pelo sexo, e confirmando que o importante são as habilidades. Na mulher, por exemplo, pode se destacar a característica de sermos detalhistas. E devagarzinho vamos ganhando espaço, por dominarmos uma atividade em todos os aspectos." diz Pollyana Fragoso, que atua na área de Contas a pagar da Construtora Celi e garante que aprimorar a capacidade de se comunicar e tratar todo mundo com igualdade são características fundamentais para subir qualquer degrau.

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